sexta-feira, 26 de março de 2010

Receptor FM - VHF (Faça Você Mesmo). 2

Um Receptor Super-Regenerativo para FM e VHF

Parte 2

Montagem

Como trabalhamos neste circuito com frequência muito elevadas, a única técnica de montagem que permite obter resultados satisfatórios é a que faz uso da placa de circuito impresso.
Mesmo assim o máximo de cuidado deve ser tomado com as especificações dos componentes, sua colocação e principalmente, sua qualidade.
De posse da placa de circuito impresso cujo desenho deve ser rigorosamente o dado na figura 4, esta deve ser furada. Clique sobre a imagem para ampliar.


Para a furação deve ser usada uma furadeira elétrica ou manual com brocas de 0,9 ou 1mm, numa operação cuidadosa, pois qualquer movimento em falso pode resultar em danos irreparáveis para a placa.
Depois de feita a furação remove-se a sujeira com a ajuda de uma esponja de aço e depois com um feltro ou outro tecido para retirar completamente os fiapos de metal que tenha restado.
A limpeza com esponja de aço, é conveniente para retirar também a capa de óxido que impede a adesão da solda.
Na figura 5 temos o circuito completo do receptor. Clique sobre a imagem para ampliar.

Os componentes são delicados devendo ser seguida a seguinte série de recomendações na sua obtenção e colocação na placa:
a) Trânsistores
São usados 3 tipos de trânsistores diferentes que não devem ser trocados:
O BF494 (ou equivalente) que é um trânsistor de silício para altas frequências.
O BC557 que é um trânsistor PNP de uso geral de silício.
O BC546 que é um trânsistor NPN de uso geral de silício.
Ao soldar estes trânsistores evite que o calor os afete. Use um dissipador (alicate de ponta) ou então seja rápido.
b) L1 e XRF
Estes componentes são bastante críticos pois deles depende o bom funcionamento do rádio tanto no que se refere a estabilidade como a faixa de frequências que pode ser sintonizadas.
Continua....

quarta-feira, 24 de março de 2010

Receptor FM - VHF (Faça Você Mesmo). 1

UM RECEPTOR SUPER-REGENERATIVO PARA FM E VHF.

Parte 1

Acho que todo experimentador de bancada, hoje profissional possivelmente tenha montado um simples rádio receptor. Para os hobbistas este é um projeto simples e de baixo custo, além de não exigir muitos ajustes para fazê-lo funcionar. De fato, são usados apenas 5 trânsitores obtendo um excelente volume no pequeno alto-falante. A técnica de super-regeneração permite obter uma enorme sensibilidade para este tipo de receptor conforme os montadores perceberão.
A alimentação é dada por uma bateria de 6v de modo que todo conjunto feito numa montagem compacta pode ser instalado em uma pequena caixa de qualquer material não condutor como plástico ou a madeira.
(figura 2)

Como se trata de uma montagem didática, devemos começar pela descrição do principio de funcionamento.

Funcionamento


O primeiro trânsistor é centro de um bloco cuja função é detectar os sinais de alta frequência das estações emissoras convertendo-os em sinais de áudio que possam ser amplificados por um circuito comum. Esta etapa leva por base um trânsistor de alta frequência que deve ser capaz de oscilar nas frequências das estações que devem ser captadas, ou seja, entre 88mhz e 150mhz.
Na (figura 3) temos a representação desta etapa denominada "detector super-regenerativo". A bobina L1 e o capacitor Cv determinam qual é a estação que deve ser captada.
O trânsistor então oscila na frequência da estação num processo de regeneração que permite obter uma excelente amplificação adicional para o sinal que está sendo captado.
O sinal ao passar pelo trânsistor é detectado. Sua separação do sinal de alta frequência é então feita pelo choque de RF, XRF que impede a passagem dos sinais de frequências elevadas.
Obtemos então depois do choque um sinal de baixa frequência que corresponde à modulação do sinal que esta sendo captado.
Importante neste circuito é o capacitor de realimentação do trânsistor que é ligado entre o coletor e o emissor de cujo valor depende a faixa de captação e estabilidade em conjunto com a bobina L1 e o capacitor Cv.

O sinal de áudio é levado as etapas amplificadoras de áudio. Em primeiro lugar temos o trânsistor pré amplificador que leva o controle de volume que nada mais é do que um potenciômetro comum ao qual está conjugado o interruptor geral.
Desta etapa pré amplificadora o sinal é levado a etapa impulsora em que temos mais um trânsistor do mesmo tipo que o anterior, ou seja, um NPN de uso geral.
O sinal que se obtêm do coletor deste trânsistor é levado a etapa em simetría complementar de saída da qual se pode ter uma potência de algumas centenas de miliwatts que são o bastante para se excitar um alto-falante com bom volume de som.
A maior vantagem da utilização de uma etapa em simetria complementar na saída está na sua baixa impedância que dispensa o uso do transformador. O alto falante pode então ser ligado diretamente a ela, sem problemas.
Continua....